ARQUITETURA PREDITIVA QUANTITATIVA

Probabilidade
a serviço do mercado.

Um modelo de inteligência sistemática desenvolvido para transformar dados financeiros em sinais operacionais de decisão, combinando pesquisa quantitativa, algoritmos genéticos e estrutura heurístico-determinística para ranqueamento, filtragem e seleção quantitativa de ativos.

A metodologia articula métricas, indicadores de mercado, fatores de risco, comportamento histórico e mecanismos de otimização para identificar assimetrias probabilísticas na B3, convertendo informação dispersa em uma leitura objetiva, replicável e disciplinada do mercado.

★ Núcleo do sistema

A ciência dos dividendos
que a academia validou por décadas.

O retorno consistente em renda variável não vem de adivinhar o próximo pregão — vem de prêmios documentados em décadas de literatura sobre dividendos, de Lintner (1956) a Fama-French (1988) e Arnott-Asness (2003). Empresas com determinado padrão de remuneração ao acionista tendem a superar o mercado de forma sistemática ao longo do tempo. O VEGA PNI — Predictive Net Income Index não tenta prever preços; mede esses padrões de distribuição e compõe a seleção sobre eles.

São pilares complementares da remuneração ao acionista, derivados do histórico consolidado de proventos da B3: a taxa de remuneração (dividendos e JCP), a aceleração da distribuição ao longo do tempo, a consistência de pagamento e a sustentabilidade da política de proventos. Cada um vira uma nota normalizada cross-section, e o conjunto compõe o score final segundo calibração proprietária.

A sofisticação do VEGA PNI está na engenharia da combinação, não em empilhar parâmetros. Testamos exaustivamente alternativas de sobreajuste — incluindo otimização por algoritmos genéticos — e elas perderam fora da amostra: capturavam o passado e falhavam no futuro. A arquitetura vencedora extrai o sinal robusto de cada padrão de distribuição, descarta o ruído e generaliza (DeMiguel et al., 2009). A inferência final aplica seleção concentrada com banda de histerese e ponderação pela remuneração projetada, sob limite anti-concentração. O resultado no backtest walk-forward de quase 7,4 anos: +8,3pp de CAGR sobre o IBOV, com Sharpe 0,80 contra 0,49 do índice e drawdown 7 pontos menor.

FATORES Yield de proventos
Crescimento da distribuição
NORMALIZAÇÃO normalização cross-section
entre os ativos
SCORE índice de proventos
composto proprietário
RISCO pesagem por volatilidade
limite anti-concentração
SAÍDA seleção concentrada
do pregão
★ As escolhas proprietárias

Fatores públicos.
Implementação calibrada.

O prêmio de dividendos é literatura aberta — Lintner 1956, Fama-French 1988, Arnott-Asness 2003. O que separa um índice de proventos que funciona no Brasil de um que devolve seleções frágeis está na calibração: como você mede a remuneração, como trata a trajetória de crescimento, como pesa as posições, qual estrutura de restrições aplica.

A B3 é um mercado de muitas faces: regimes de inflação alta, taxa real negativa, ciclos de commodity, intervenção política sobre estatais, eleições. Cada regime favorece pilares diferentes — e por isso a combinação calibrada dos cinco, em vez de apostar num só, é o que dá robustez ao longo dos ciclos. Onde fica o trabalho é na medição limpa de cada pilar e no controle de risco da seleção final.

Tudo o que está aberto está documentado na seção de disclosures. Tudo o que é proprietário envolve quanto de cada coisa — e fica embaixo do contrato.

  • Pesagem por volatilidade Cada ação selecionada recebe peso inversamente proporcional ao seu risco histórico, com teto anti-concentração. Risco controlado por construção, sem otimização frágil de covariância. A janela exata é ███ pregões.
  • Banda de histerese Ações entram na seleção ao atingir uma faixa superior do score, e só saem quando caem abaixo de uma faixa secundária. Reduz rotatividade em ██% e protege a tese de cada posição contra ruído de curto prazo.
  • Normalização cross-section Cada pilar é normalizado entre as ações do universo, tornando os sinais comparáveis e combináveis num score único, robusto e interpretável.
  • Filtro de relevância 1.5% Posições com peso abaixo do piso viram zero e o restante renormaliza. Anti-fragmentação operacional.
  • Concept-drift monitor Se a correlação rank do score com retorno futuro cair abaixo de −0.0█, o pipeline se auto-pausa.

Os pilares da arquitetura.

Cada ação recebe uma nota proprietária derivada de pilares complementares de remuneração ao acionista, calculados a partir do histórico de proventos e preço. A combinação foi calibrada por pesquisa quantitativa extensiva — escolhemos robustez sobre sofisticação aparente, porque modelos simples generalizam melhor para o futuro.

PILAR 01 · REMUNERAÇÃO

Taxa de retorno em proventos

A remuneração efetiva ao acionista — dividendos somados a juros sobre capital próprio — nos últimos doze meses, medida sobre o preço. É o ponto de partida de todo índice de renda.

ARNOTT & ASNESS · 2003
FAMA & FRENCH · 1988
PILAR 02 · CRESCIMENTO

Aceleração da distribuição

Não basta pagar muito hoje: o que distingue uma boa pagadora é a distribuição em aceleração. Este pilar separa a renda que cresce da armadilha do yield alto-mas-decadente.

ASNESS, FRAZZINI, PEDERSEN · 2014
GROW & POLITICS · —
PILAR 03 · CONSISTÊNCIA

Regularidade de pagamento

Empresas que distribuem proventos de forma recorrente, ano após ano, sinalizam disciplina de capital e previsibilidade de caixa — atributos centrais para uma carteira de renda.

LINTNER · 1956
DANIEL & TITMAN · 2006
PILAR 04 · SUSTENTABILIDADE

Solidez da política de proventos

Avaliamos se a trajetória de distribuição é sustentável — e não um pico pontual. A leitura conjunta com o crescimento protege a tese contra distribuições extraordinárias não recorrentes.

NOVY-MARX · 2013
ASNESS, FRAZZINI, PEDERSEN · 2019
PILAR 05 · RETORNO TOTAL

Proventos + valorização

O índice não persegue apenas renda corrente: a fusão dos pilares de remuneração e crescimento seleciona pagadoras cuja distribuição em aceleração também antecipa valorização. É o que dá ao índice seu perfil defensivo — queda 7 pontos menor que o IBOV nas crises — sem abrir mão do retorno total.

ARNOTT & ASNESS · 2003  ·  LINTNER · 1956

O que acontece, todo dia, antes de você abrir o app.

02:00 BRT · MADRUGADA
Coleta de dados
OHLCV das 50 ações via yfinance, fundamentals via BrAPI, CDI via BCB-SGS. Três fontes em cascata com retry exponencial e fallback para cache local parquet. Se algo falha, o sistema sabe disso antes de você acordar.
06:00 BRT · ENGENHARIA
Normalização cross-section
Cada sinal de proventos é convertido em z-score cross-section entre as ações do universo — tornando-os comparáveis e combináveis num índice único, robusto e interpretável.
07:30 BRT · PILARES DE PROVENTOS
Cálculo dos sinais de proventos
Sobre o histórico consolidado de proventos da B3, são computados os sinais do índice por ação — a taxa de remuneração ao acionista (dividendos e JCP) e a trajetória de crescimento dessa distribuição — segundo medições proprietárias. Tudo a partir de dados públicos de proventos e preço.
08:30 BRT · SCORE E SELEÇÃO
Composição com histerese
Os sinais de proventos são combinados em score composto segundo calibração proprietária. Ações entram na seleção ao atingir uma faixa superior do ranking, e só saem quando caem abaixo de uma faixa secundária — banda de histerese que reduz rotatividade e protege a tese de cada posição. Pesagem pela remuneração projetada, com limite anti-concentração. Long-only.
09:00 BRT · ENTREGA
Radar publicado
Posições renormalizadas, long-only. Dashboard atualizado. Peso por ação e o detalhamento dos sinais de proventos — para cada ação. Uma hora antes do mercado abrir. Todo dia útil.

Sem opinião, nem palpite, aqui nós calculamos probabilidades.
Não é aconselhamento! É a mais pura inferência estatística.